sexta-feira, 19 de julho de 2013

VISEU

Segundo a lenda da cidade, em pleno processo de Reconquista(1), um membro de um grupo de guerreiros chegado à cidade pelo lado oriental, onde se intersectam os rios Pavia e Dão, perguntou: «Que viso (vejo) eu?». Desta pergunta, nasceria o nome da cidade.

No entanto, entre os anos 712 e 1057, intervalo da ocupação moura, Viseu era conhecida por Castro Vesense — Vesi significada "visigodo".

As origens de Viseu remontam à época castreja e, com a Romanização, ganhou grande importância.

Palácio Ducal...


Palácio Ducal...

Viseu está associada à figura de Viriato, já que se pensa que este herói lusitano tenha talvez nascido nesta região. Depois da ocupação romana na península, seguiu-se a elevação da cidade a sede de diocese, já em domínio visigótico, no século VI.

No século VIII, foi ocupada pelos muçulmanos, como a maioria das povoações ibéricas e, durante a Reconquista da península, foi alvo de ataques e contra-ataques alternados entre cristãos e muçulmanos.

Cidade velha...


Catedral...

No século XIX é construído o edifício da Câmara Municipal, no Rossio, transladando consigo o centro da cidade, anteriormente na parte alta. Daí ao cume da colina, segue a Rua Direita, onde se encontra uma grande parte de comércio e construções medievais.

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(1) A Reconquista (também referenciada como Conquista cristã) é a designação historiográfica para o movimento ibérico cristão com início no século VIII que visava à recuperação dos Ibéricos cristãos das terras perdidas para os invasores árabes durante a invasão muçulmana da península Ibérica.

Houve resistência em várias partes da península e os muçulmanos não conseguiram ocupar o norte, onde resistiram bravamente muitos refugiados.

Aí surgiria Pelágio (ou Pelaio) que se pôs à frente dos refugiados, iniciando imediatamente um movimento para reconquistar o território perdido, houve retrocessos, como em Portugal que quase terminou sua Reconquista em 1187, mas o sul foi invadido pelo Califado Almóada do Norte da África ou no século X devido as constantes razias islâmicas e entre outros, a desunião ibérica favoreceu bastante os muçulmanos.

Os reinos ibéricos eram monarquias feudais, era eficiente para combater incursões muçulmanas e razias, mas dificultava o processo de Reconquista devido a desunião e as guerras feudais. A ocupação das terras conquistadas fazia-se com um cerimonial: cum cornu et albende de rege, isto é, com o toque das trombetas e o estandarte desfraldado.

A ideia de guerra santa, pela cruz cristã, só veio a surgir na época das Cruzadas (1096) e já em 1085, os reinos ibéricos já haviam reconquistado mais da metade da península Ibérica.

A reconquista de todo o território peninsular durou cerca de sete séculos, só ficando concluída em 1492 com a tomada do reino muçulmano de Granada pelos Reis Católicos de Castela.

Granada — entrega das chaves da cidade pelo próprio rei Boabdil à rainha Isabel I de Castela...



Em Portugal, a reconquista terminou antes com a conquista definitiva da cidade de Faro pelas forças de D. Afonso III, em 1249, o extremo sul do país estava completamente despovoado, a população se encontrava no centro-norte até o sul de Évora e Santiago do Cacém, o Algarve foi repovoado na segunda metade do século XIII (Fonte - Wikipédia).

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